Contar uma história também envolve decidir como ela será vista e ouvida. Na aldeia A’Úkre, o DJAMTIRE, Centro de Mídia e Cineastas Indígenas, oferece condições para que os realizadores Mẽbêngôkre-Kayapó tomem essas decisões em suas próprias produções.
O centro dispõe de computadores, câmeras e microfones para a criação de documentários, curtas e filmes de ficção. Os equipamentos se somam a atividades de formação que aproximam jovens cineastas das diferentes etapas da realização audiovisual. A vida nas aldeias e as tradições do povo Kayapó são temas desse trabalho.
A colaboração com a Universidade Purdue trouxe melhorias de infraestrutura e oportunidades de intercâmbio. Oficinas de cinema, viagens a festivais e participação em conferências fazem parte das ações descritas pela Pykôre. Elas permitem trocar experiências e ampliar os caminhos de circulação dos filmes.
Produções ligadas ao DJAMTIRE já foram exibidas em festivais nacionais e internacionais, incluindo o Festival de Cinema de Língua Materna do Instituto Smithsonian, em Washington, D.C. O percurso mostra como a formação realizada na comunidade pode alcançar outros públicos mantendo o protagonismo dos cineastas indígenas.
